No
dia 21/10, cheguei na escola um pouco atrasada e a professora Alessandra já
havia iniciado a aula. Haviam mais 03 alunos além aluna que sempre frequentava
e a professora me explicou que eles eram os “turistas” da turma. Ela tinha
passado uma atividade para eles e eles estavam respondendo.
Percebi
que a professora Alessandra sempre põe a cadeira dela e senta junto aos alunos.
Ela os põe todos sentados próximos, uns aos outros, e senta-se a frente dele e
vai observando o modo como eles estão realizando suas atividades, tirando as
dúvidas individuais de cada um e sempre de modo bastante atencioso.
Neste dia, pedi licença a professora
para que pudesse conversar com um dos alunos para poder realizar uma pequena
entrevista que faz parte do processo de estágio. Ela permitiu e eu sentei
próximo a um aluno e pedi para conversar com ele. Após a autorização dele,
perguntei-o sobre o que ele achava das aulas de inglês e ele me respondeu que
não gosta da matéria, mas que gosta da professora, que sempre é muito atenciosa
com eles. Perguntei sobre o que, na opinião dele, faltava para que ele pudesse
se interessar um pouco pela disciplina e ele falou que falta estímulo, que é
sempre a mesma coisa “a professora fala, escreve no quadro, passa atividade,
abre o livro, eles respondem a atividade, ela corrige e pronto”. Minha última
pergunta foi o que ele faria, sendo o professor, para que a aula fosse
diferente e ele me disse que se as aulas tivessem algo que fosse mais próximo
do interesse dos alunos, tipo ter músicas, vídeos, falar sobre coisas que eles
se interessam e não apenas ficar falando dos assuntos do livro, pois isso eles
já vêem todos os anos e que nunca muda e que eles nunca aprendem, porque é
chato, segundo ele.
Agradeci
ao aluno e retornei a minha observação da aula da professora.
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